quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O que está acontecendo com o nosso mundo?




Comentário

Michele Pedroso - Psicóloga

      Incrível como escutamos e vemos todos os dias crimes cometidos por jovens que aparentemente não dão valor a vida humana. Veja bem, um rapaz de 23 anos assassinou uma moça de 21 anos no Paraná na mesma noite em que a conheceu. Ele invadiu a casa dela com a intenção de abusar sexualmente, mas como ela resistiu, ele simplesmente a matou (http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/09/modelo-e-encontrada-morta-dentro-de-casa-apos-passar-noite-em-bar-do-pr.html). 

         Com isso, acabamos nos acostumando com a violência e olhando para esses atos como algo que faz parte de nosso cotidiano, como algo natural. No entanto, precisamos fazer um movimento de reflexão para podermos olhar de forma diferente para essas ações e nos questionarmos que tipo de mundo estamos vivendo e deixando para as gerações futuras? Ou mesmo, como podemos nos acostumar com tão cruel realidade que nos faz ser sobreviventes em um mundo no qual nos traz ameaças eminentes todos os dias?

         Penso que deveríamos parar de agradecer por cada dia em que sobrevivemos e chegamos em nossas casas sãs e salvos, afinal não estamos sendo sobreviventes de uma guerra, ou será que estamos? Na verdade, vejo que se continuarmos a nos eximir desse tipo de situação, acabaremos dentro de um cenário de guerra irreversível, pois mesmo ainda lutando contra toda essa violência, vemos os telejornais abarrotados de noticias de tragédias.

         Sei que você deve estar se perguntado como pode ajudar a diminuir toda essa violência. Podemos iniciar esse processo dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, com os nossos amigos, vizinhos, aquela pessoa desconhecida, mas que está dividindo o mesmo meio de transporte que você... Como fazer isso? Garanto que é um trabalho de formiguinha e que leva algum tempo para surtir resultados, mas que vai deixar você mais feliz e satisfeito! Então podemos começar assim: ao invés de gritar com os seus familiares, podia tentar manter um diálogo a qual pudesse expressar o que pensa e sente e dar oportunidade ao outro de se expressar; ser gentil com os amigos e estranhos, com um simples bom dia e ainda ceder o seu lugar no ônibus para alguém que precise mais!

Parece simples, não é? Sei que no mundo em que vivemos ele nos exige pressa e agilidade, além de que sejamos proativos, produtivos, bonitos, bem-cuidados e felizes. Sei também que às vezes esses pequenos detalhes passam sem que percebamos, mas se nos atentarmos, iremos ver que se reagirmos com agressividade, impaciência e mau humor a essas questões estaremos alimentando um ciclo de desentendimento, no qual você responde mal a alguém, ela briga com o marido porque ele não fez o que ela queria, o marido chuta o cachorro porque está com raiva da esposa, o cachorro morde o filho porque está com raiva do dono e assim por diante! Pode parecer engraçado, mas é assim que acontece...

Então será que podemos agir com mais gentileza com os nossos semelhantes? Assim, conseguiremos aos poucos modificar as notícias de tragédias... motorista embriagado atropela e mata mãe e filha, adolescente é encontrada morta dentro de casa pela mãe, pai mata filho, mãe abandona bebê recém-nascido na caçamba de lixo, entre outros... Assim, tudo isso só será modificado com a decisão de novas atitudes e posturas que são escolhas vindas de cada um de nós!


Um comentário:

  1. Pois é isso mesmo. Acho que pequenas atitudes ajudam e muito. Precisamos melhorar a educação das crianças também, dar mais atenção, ensinar valores. Tudo começa por aí. Precisamos usar nossas atitudes e palavras para ajudar as pessoas e não para influenciar ainda mais fazer coisas erradas. Um simples: "isso, se vingue dele(a), não deixe quieto" já leva a pessoa a ter mais ódio, alimentar um sentimento ruim que nem é necessário. Não que isso vai surtir exatamente em violência, mas é a lei da ação e reação. Hoje se você é tratado mal, vai querer tratar a pessoa pior ainda, como se isso desse algum poder, se colocasse pra cima, e na verdade só estamos gerando mais ódio.

    Carol.

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