Comentário
Michele Pedroso - Psicóloga
Há poucos dias de comemorarmos o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência podemos perceber que muitas coisas mudaram , principalmente no que se refere na existência de diversas leis que "tentam" preservar os direitos das Pessoas com Deficiência. No entanto, observamos que mesmo com essas leis, os direitos dessas pessoas estão sendo violados, pois não há punição pelo descumprimento delas! Querem um exemplo?
Quem já viu alguém ser multado por parar em vagas reservadas as Pessoas com Deficiência? A Pessoa com Deficiência tem atendimento preferencial nos hospitais, bancos, etc.? Quem se levanta para ceder lugar a uma Pessoa com Deficiência no ônibus, no trem ou metrô? Além de observarmos no dia-a-dia a falta de acessibilidade estrutural em nossas cidades para que eles possam ir e vir sem nenhum empecilho!
Acredito que valha a pena dizer que todos esses direitos foram legalizados pela luta incessante de pessoas que passam por essas situações todos os dias. São pais, irmãos, avós, tios, primos e as próprias Pessoas com Deficiência que se indignam com o olhar perfeccionista da sociedade e acabam por meio de suas vivências e experiências demonstrando com atitudes uma mudança de olhar.
Mudança essa que faz com que eles sejam vistos como cidadãos integrantes de uma sociedade que ainda tenta ser inclusiva! E afinal, o que é ser inclusiva? Incluir é conviver com as diferenças, respeitando a deficiência, mas além de tudo valorizando as habilidades e capacidades de cada ser!
Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pela falta de classe social, origem geográfica, educação, idade, existência de deficiência ou preconceitos raciais. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema meritocrático em que vivemos. Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecidos por um grupo que é a maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes. E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando colocadas num grupo que as aceitem e as consideram, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.
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